Veleiro enfrenta baleia, algas e piratas antes de disputar a Regata Recife-Fernando de Noronha
Veleiro Orion disputa título da Regata Recife-Fernando de Noronha O veleiro Orion foi trazido dos Estados Unidos e vai disputar a 37ª Regata Recife-Fernando d...
Veleiro Orion disputa título da Regata Recife-Fernando de Noronha O veleiro Orion foi trazido dos Estados Unidos e vai disputar a 37ª Regata Recife-Fernando de Noronha (Refeno), que terá largada no dia 19 de setembro, no Marco Zero, no Recife. A embarcação é um trimarã de 70 pés, o equivalente a 21 metros de comprimento (veja vídeo acima). O veleiro enfrentou baleia, algas e piratas antes de chegar às águas pernambucanas. Segundo o velejador Cláudio Cardoso, o barco vai representar Pernambuco e está pronto para buscar o troféu Fita Azul. O prêmio é entregue ao primeiro veleiro a cruzar a linha de chegada em Noronha. Nos últimos três anos, o troféu foi conquistado pelo Adrenalina Pura, que já venceu a prova dez vezes. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE “Esse barco é concorrente direto do Adrenalina. Nós sempre tivemos o objetivo de viabilizar uma embarcação para disputar o título. Tentamos nos anos de 2008 e 2013, mas enfrentamos problemas”, contou Cardoso. Barco foi trazido dos Estados Unidos e disputa Refeno All Images A tripulação tem uma base familiar. Também participaram da viagem para trazer o barco ao Brasil João Pedro, filho de Cláudio, além de Sérgio Avellar e do filho dele, Júlio. Causa social O barco foi cedido para o projeto e, além da Refeno, vai disputar outras regatas. A equipe também pretende usar a participação nas competições para divulgar uma causa social. “Nós vamos velejar em defesa das pessoas que têm transtorno do espectro autista. Além de divulgar o barco, vamos propagar essa campanha”, afirmou Cláudio Cardoso, um dos idealizadores do projeto. O velejador contou ainda que o proprietário do veleiro condicionou a liberação do barco à realização da viagem entre San Francisco, nos Estados Unidos, e o Recife. Segundo Cardoso, esse trajeto nunca havia sido feito por um veleiro. A viagem entre San Francisco e o Recife tem cerca de 5 mil milhas, o equivalente a 9 mil quilômetros. O percurso começou em maio e foi realizado em etapas. “O dono da embarcação disse que a viagem seria como subir o Monte Everest de costas, por causa da dificuldade. Paramos no México e esperamos a temporada de furacões passar. Mesmo assim, enfrentamos ventos fortíssimos”, contou Cardoso. João Pedro e Cláudio Cardoso com Sérgio e Júlio Avellar Cláudio Crdoso/Acervo pessoal LEIA TAMBÉM: Regata Recife-Fernando de Noronha terá Pâmela Rosa, Maurren Maggi e Richarlyson Baleia, infestação de algas e piratas No início da viagem, o barco colidiu com uma baleia.“Na saída de San Francisco, na primeira noite, nós batemos em uma baleia. Tivemos uma avaria, que conseguimos consertar o veleiro”, contou Cardoso. Cláudio relatou que a tripulação também enfrentou uma grande quantidade de algas na costa do Suriname. “Na costa do Suriname, enfrentamos uma infestação de algas. Elas enroscaram no leme e na bolina. Durante dois dias e uma noite, precisávamos parar para remover as algas a cada 15 minutos. Foi um inferno”, lembrou. O veleiro também foi perseguido por dois grupos de piratas durante a viagem, segundo Cláudio. “Fomos perseguidos duas vezes, na costa da Venezuela e na costa da Colômbia. A sorte é que tinha muito mar e vento. O barco anda muito nessas condições e conseguimos driblar esses grupos que estavam mal-intencionados”, revelou Cardoso. O velejador Sérgio Avellar sofreu um infarto dois dias antes da segunda etapa da viagem, que teve partida no Panamá e não participou do final da viagem. A travessia do Canal do Panamá também foi considerada um trecho de risco, devido à possibilidade de colisão com grandes navios. A viagem até o Recife terminou na quinta-feira (9), com sensação de vitória para a tripulação, antes mesmo da disputa da Refeno. “Realizar o impossível tem um sabor especial. Agora vamos para a disputa da Refeno e divulgar a causa do autismo. Vamos abraçar essa bandeira por dois anos. É um propósito social”, disse Cláudio Cardoso. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias p