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Operação investiga 'rachadinha' e desvio de R$ 2,8 milhões na Assembleia Legislativa

Operação apura desvio de R$ 2,8 milhões em gabinete na Alepe A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Draft, que investiga...

Operação investiga 'rachadinha' e desvio de R$ 2,8 milhões na Assembleia Legislativa
Operação investiga 'rachadinha' e desvio de R$ 2,8 milhões na Assembleia Legislativa (Foto: Reprodução)

Operação apura desvio de R$ 2,8 milhões em gabinete na Alepe A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Draft, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Segundo as apurações, o prejuízo mínimo identificado chega a R$ 2,8 milhões. Há servidores públicos e dois ex-deputados estaduais entre os alvos. A investigação, iniciada em dezembro de 2023, mira uma quadrilha suspeita de praticar crimes como peculato, concussão e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão no Recife, em Olinda e em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana da capital. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp A polícia apreendeu dinheiro em diferentes moedas e barras de prata. Também foram bloqueados bens e contas por determinação da Justiça. Segundo a Polícia Civil, os nomes dos envolvidos não foram divulgados para não atrapalhar o andamento das investigações. De acordo com a corporação, o esquema envolvia a nomeação de assessores sem prestação de serviço, que devolviam a maior parte de seus salários ao grupo criminoso — prática conhecida como “rachadinha”. A Polícia Civil aponta que há indícios de que os valores desviados eram ocultados por meio de contas de laranjas, com depósitos em valores partidos e operações financeiras simuladas. O delegado Juliano de Medeiros, responsável pela investigação, detalhou como funcionava o esquema. Segundo ele, os desvios ocorreram entre 2015 e 2019. "Foi uma investigação deflagrada pela Polícia Civil que visou combater o peculato, em que verbas públicas eram desviadas dentro de um gabinete parlamentar na Alepe na prática da ‘rachadinha’. Ao todo, foram desviados R$ 2,8 milhões entre 2015 e 2019, na nomeação de assessores fantasmas, em que eles devolviam parte do salário para o esquema", disse. O delegado também explicou como eram feitos os repasses. "Os salários variavam de R$ 6 a R$ 18 mil, sendo acordado que os assessores fantasmas ficariam com R$ 300, devolvendo o restante para os operadores do esquema", declarou. Durante a operação, os policiais apreenderam dinheiro em espécie e outros bens de valor. "Foram apreendidos dinheiro em espécie em moeda estrangeira, bem como barras de prata que variam do seu valor pelo peso, um quilo custa entre R$ 10 mil e R$ 23 mil reais", afirmou o delegado. 'Operação Draft' apura esquema de 'rachadinha' em gabinete da Alepe Polícia Civil/Divulgação VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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