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Juiz determina suspensão de auditoria do DenaSUS que baseou denúncia sobre hospital do marido de Priscila Krause

Vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (PSD) Mariana Carvalho/Divulgação O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou a suspensão da audit...

Juiz determina suspensão de auditoria do DenaSUS que baseou denúncia sobre hospital do marido de Priscila Krause
Juiz determina suspensão de auditoria do DenaSUS que baseou denúncia sobre hospital do marido de Priscila Krause (Foto: Reprodução)

Vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (PSD) Mariana Carvalho/Divulgação O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou a suspensão da auditoria realizada pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco (saiba mais abaixo). A denúncia aponta que ela teria destinado recursos para o hospital, administrado pelo empresário Jorge Branco, marido da vice-governadora do estado, Priscila Krause (PSD). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O caso motivou um pedido de impeachment de Priscila, que é candidata à reeleição. A presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) encaminhou o pedido à Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, que vai analisar os fundamentos jurídicos do caso e decidir se o processo será ou não instaurado. Na decisão liminar, o juiz Deivisson Manoel de Lima proibiu a cobrança de valores, a retenção de repasses e a inclusão da instituição em cadastros de inadimplência até o julgamento final da ação. Ao fundamentar a decisão, o magistrado afirmou que, conforme o Relatório Final da Auditoria nº 20.034, "a equipe fiscalizadora adotou postura de presunção de má-fé do administrado". Agora no g1 O juiz também reconheceu o que classificou como "risco de dano irreparável ao interesse público primário", destacando que a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é responsável "pela assistência hospitalar de alta complexidade em uma vasta circunscrição territorial do Agreste Pernambucano". A decisão também considera que a auditoria concedeu apenas cinco dias úteis para a defesa do hospital, embora a norma do Ministério da Saúde preveja um prazo de 15 dias. Além disso, afirma que, no início da fiscalização presencial, a direção do órgão de auditoria convocou uma coletiva de imprensa em frente ao hospital. Segundo a liminar, a iniciativa promoveu "ampla divulgação midiática de suspeitas de favorecimento político antes mesmo da colheita de qualquer elemento probatório ou de manifestação defensiva". O juiz também determinou que a União comprove, no prazo de dez dias úteis após ser intimada, o cumprimento das medidas estabelecidas na decisão. Caso a determinação não seja cumprida sem justificativa, poderá ser aplicada uma multa. O g1 procurou o Ministério da Saúde para saber se o órgão vai recorrer da decisão, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Auditoria do DenaSUS O g1 teve acesso ao relatório produzido pelo DenaSUS, que avaliou o hospital no período entre janeiro de 2023 e julho de 2025. De acordo com o documento, foram encontradas algumas irregularidades na estrutura hospitalar, como: "inconformidades nas áreas de farmácia e armazenamento, com utilização inadequada da sala de preparo e armazenamento impróprio de materiais na farmácia de quimioterapia"; "limitações relacionadas ao espaço físico e à organização da farmácia central"; "fragilidades relacionadas à responsabilidade técnica de enfermagem"; "inadequações na estrutura física do serviço de hemodiálise ainda em processo de adequação, produção de quimioterapia inferior ao parâmetro normativo". Em relação à administração e recursos, a auditoria também destacou alguns problemas encontrados que geraram prejuízo de R$ 905.233,95 aos cofres públicos: "R$ 7.980 referem-se ao recebimento indevido de recursos da Assistência Financeira Complementar da União destinada ao Piso Nacional da Enfermagem"; "R$ 897.253,95 decorrem do faturamento de procedimentos assistenciais sem a devida comprovação de sua execução nos prontuários analisados". Os valores gastos sem comprovação abrangem procedimentos cirúrgicos oncológicos, sessões de hemodiálise, quimioterapia e hormonioterapia. Assim, o DenaSUS recomendou a devolução dos valores ao Fundo Nacional de Saúde. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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