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Inundação dentro de cruzeiro em alto-mar invade cabines de navio e assusta passageiros: 'Momento de terror'; VÍDEO

Pernambucano relata 'momento de terror' após alagamento em cruzeiro Uma família pernambucana que viajava a bordo de um cruzeiro disse que viveu um "momento de...

Inundação dentro de cruzeiro em alto-mar invade cabines de navio e assusta passageiros: 'Momento de terror'; VÍDEO
Inundação dentro de cruzeiro em alto-mar invade cabines de navio e assusta passageiros: 'Momento de terror'; VÍDEO (Foto: Reprodução)

Pernambucano relata 'momento de terror' após alagamento em cruzeiro Uma família pernambucana que viajava a bordo de um cruzeiro disse que viveu um "momento de terror" após a cabine onde estava ser invadida por uma inundação dentro do navio em alto-mar. O alagamento atingiu o décimo andar da embarcação, durante o trajeto entre os portos de Búzios, no Rio de Janeiro, e Salvador, na Bahia (veja vídeo acima). O incidente aconteceu na manhã da segunda-feira (12), em um navio da empresa MSC Cruzeiros. Ao g1, o economista Marcelo Barros, que viajava com a esposa, dois filhos e a sogra, contou que a família chegou a pensar que o navio estava afundando. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE "Foi realmente momento de terror, porque a água começou a entrar pelas cabines e os corredores já estavam repletos de água. Por volta de 7h45, os camareiros bateram na porta dizendo que era fogo, inicialmente, porque não se sabia se tinha sido um curto-circuito. O que se imaginava é que, com a gente, no décimo andar, se a água estava entrando pelos corredores, os andares de baixo já estavam submersos", contou. Imagens enviadas ao g1 mostram os corredores do cruzeiro cheios d'água. Segundo Marcelo, cerca de 40 cabines foram atingidas pelo vazamento, afetando crianças, adultos e idosos. A informação repassada ao passageiro pela tripulação foi que um cano de água pressurizada teria estourado dentro do navio. Procurada pelo g1, a MSC Cruzeiros informou que o vazamento ocorreu numa tubulação de água que integra o sistema de segurança contra incêndios do navio e afirmou que o problema foi solucionado rapidamente (veja resposta abaixo). O navio atracou em Maceió nesta quarta-feira (14). A Capitania dos Portos de Alagoas disse que fez uma inspeção na embarcação e verificou que o vazamento veio da rede de circulação de água da piscina, que não pertence ao sistema de combate a incêndio. Ainda de acordo com o órgão da Marinha, quando as equipes fizeram a vistoria no cruzeiro, os reparos já tinham sido feitos. A instituição afirmou que o incidente não representou risco à segurança da navegação e ao meio ambiente e declarou que pediu esclarecimentos sobre o ocorrido à empresa. "Nos levaram para um bar" De acordo com Marcelo, durante a ocorrência, os passageiros das cabines atingidas foram levados para um bar no oitavo andar, enquanto a equipe tentava escoar a água e secar os quartos. O passageiro disse, ainda, que conseguiu uma cabine provisória por estar acompanhado da sogra, que está utilizando cadeira de rodas por causa de um problema no joelho. A maioria dos passageiros, no entanto, não teve a mesma alternativa. "Nos levaram para um um bar no oitavo andar. Praticamente ninguém deu explicação de nada, não houve nenhum tipo de assistência. Basicamente, serviram água e bebida e a gente ficou sem informação nenhuma. Eu, como estou com uma pessoa em cadeira de roda, consegui um quarto, mas a maior parte das pessoas não conseguiu", disse. Ainda de acordo com o passageiro, após passarem o dia fora das cabines, muitos foram informados de que precisariam retornar aos quartos, que ainda estavam úmidos, por falta de acomodações disponíveis. "Ficaram nesse bar praticamente o dia inteiro e à noite a informação que chegou é que não era possível fazer nada, não tinha cabine disponível, eles teriam que retornar para as cabines molhadas, úmidas", disse. Água começou a entrar pelas cabines e os corredores do cruzeiro, diz pernambucano Reprodução/WhatsApp Prejuízo material Marcelo também relatou prejuízos materiais e criticou a assistência prestada pela empresa. Segundo ele, houve perda de celulares, danos a malas, roupas, sapatos e outros objetos pessoais. "O revoltante dessa história toda é que é um cruzeiro, um sonho, aquela coisa toda, mas os momentos de terror que a gente passou foram terríveis. E o apoio foi muito precário (...) Perdi dois celulares que caíram na água, teve várias pessoas que tiveram malas danificadas sacolas, roupas, sapatos, chinelos, óculos, enfim, vários objetos pessoais também que se perderam porque o volume de água foi muito grande", disse. Segundo o economista, a MSC orientou os passageiros a entrar em contato por e-mail com a sede da empresa em São Paulo e ofereceu uma compensação de US$ 150. Após o navio chegar a Salvador, Marcelo afirmou que procurou a Capitania dos Portos, que informou que uma vistoria deve ser realizada quando a embarcação atracar em Maceió. "Ele [o comandante] disse que pediu explicação ao comandante do navio. Foi passado um relatório, eu não sei exatamente o teor, e ele disse que em Maceió a equipe da Capitania dos Portos está aguardando o navio chegar para fazer uma inspeção mais detalhada no navio", informou. O cruzeiro teve início no dia 7 de janeiro, em Maceió, com paradas nos portos de Santos, em São Paulo, Búzios, no Rio de Janeiro, e Salvador, na Bahia. O retorno à capital alagoana está previsto para esta quarta-feira (14). O que diz a MSC Cruzeiros Procurada, a MSC Cruzeiros informou, por meio de nota, que: registrou o vazamento numa tubulação de água que integra o sistema de segurança contra incêndios, o que resultou na entrada de água em algumas cabines de hóspedes e num corredor; o problema foi rapidamente solucionado pelas equipes técnicas e todas as áreas afetadas passaram por uma "limpeza profunda"; os passageiros receberam assistência e, em nenhum momento, houve qualquer risco à segurança dos hóspedes; lamenta profundamente os transtornos causados. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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