ICMBio vistoria açude que será recuperado em Fernando de Noronha
ICMBio vistoria açude que será recuperado em Noronha Representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) vistoriaram, na sext...
ICMBio vistoria açude que será recuperado em Noronha Representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) vistoriaram, na sexta-feira (9), o Açude da Ema, em Fernando de Noronha. O objetivo foi registrar as condições atuais do reservatório, que será recuperado pela Neoenergia (veja vídeo acima). A recuperação do açude é uma contrapartida pelo uso de parte da área do projeto Noronha Terra, voltado à produção de alimentos. Em troca da cessão do terreno para as obras, a Neoenergia se comprometeu a recuperar o reservatório. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A lâmina d’água do Açude da Ema está encoberta pela vegetação, em Fernando de Noronha Ana Clara Marinho/TV Globo Projeto de energia solar A Neoenergia vai instalar 30 mil painéis solares em Fernando de Noronha, em um projeto com investimento de R$ 350 milhões. A iniciativa pretende reduzir a dependência do óleo diesel na geração de energia e ampliar o uso de fontes renováveis. Para executar o projeto, a empresa vai ocupar uma área de 23 hectares. Desse total, 16 hectares — o equivalente a 160 mil metros quadrados — serão afetados pela retirada de vegetação. Ao todo, cerca de 10 mil árvores serão removidas. A Neoenergia iniciou a produção de 20 mil mudas para a recomposição ambiental em Fernando de Noronha. A recuperação do Açude da Ema também prevê a retirada de árvores de espécies nativas e exóticas. LEIA TAMBÉM: Agricultor de Fernando de Noronha relata perda de 76 mil pés de hortaliças após início de obra solar Licenciamento ambiental O projeto recebeu licença ambiental da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), com anuência do ICMBio. “A recuperação do açude passou por licenciamento e estudos. A necessidade de retirada de árvores, tanto de espécies exóticas quanto nativas, está documentada no processo, que prevê medidas de restauração ambiental”, explicou a chefe do ICMBio em Noronha, Lilian Hangae. Segundo Lilian Hangae, foram identificadas 12 árvores nativas na região do açude. O levantamento inicial também apontou a necessidade de retirar duas árvores de espécies nativas. O ICMBio também fez imagens aéreas para registrar as condições atuais da região. Equipe do ICMBio fez a vistoria no açude Ana Clara Marinho/TV Globo Importância do açude A presidente do projeto Noronha Terra, Lourdes Sampaio, disse que a última recuperação do reservatório ocorreu em 1998. Desde então, o açude acumulou sedimentos e ficou mais raso. O ponto mais profundo, conhecido como “porão”, tinha cinco metros de profundidade. Atualmente, esse trecho tem cerca de um metro, e a lâmina de água está com aproximadamente 30 centímetros. A recuperação do açude é considerada importante para os agricultores da ilha, que dependem da água para manter a produção. “Nas condições atuais, esse reservatório contribui pouco. Nós só conseguimos plantar se tiver água”, afirmou Lourdes Sampaio. O volume de água armazenado no açude é baixo. Segundo Lourdes Sampaio, a água disponível pode atender às necessidades por, no máximo, dois meses. Após a recuperação, a expectativa é que o reservatório consiga armazenar água suficiente para até três anos de uso. “O Açude da Ema é vital para a agricultura orgânica em Fernando de Noronha”, afirmou. Os trabalhos começaram com a retirada da vegetação. Os responsáveis pela obra preferiram não conceder entrevista, mas informaram que a recuperação do açude deve ser concluída até março de 2027. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias :