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'Acredite no seu potencial, você consegue', diz médica recifense que se tornou a primeira mulher general do Exército Brasileiro

Médica recifense é a primeira mulher general do Exército Brasileiro A médica recifense Cláudia Lima Gusmão Cacho entrou para a história do país ao se to...

'Acredite no seu potencial, você consegue', diz médica recifense que se tornou a primeira mulher general do Exército Brasileiro
'Acredite no seu potencial, você consegue', diz médica recifense que se tornou a primeira mulher general do Exército Brasileiro (Foto: Reprodução)

Médica recifense é a primeira mulher general do Exército Brasileiro A médica recifense Cláudia Lima Gusmão Cacho entrou para a história do país ao se tornar a primeira mulher general do Exército Brasileiro. A promoção ao posto de general de brigada, em Brasília, ocorreu em março de 2026, após quase 30 anos de carreira militar. Em entrevista ao Bom Dia Pernambuco, da TV Globo, nesta sexta-feira (15), ela falou sobre o que é fundamental para ingressar e crescer dentro das Forças Armadas (veja vídeo acima). "Eu sempre digo que acredite no seu potencial, você consegue. Hoje a gente viu que tudo é possível. Então, se prepare para o que você quer. Se é para carreira militar, então preparo físico, preparo intelectual, é uma carreira que exige disciplina, saber trabalhar em equipe, isso é muito importante porque não fazemos nada sozinhos, e procure conhecer [o Exército]. Eu acho que hoje a carreira militar proporciona para as mulheres diversas opções de atuação e sendo uma opção muito concreta para quem quer fazer uma carreira", afirmou Cláudia Cacho. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Antes de integrar a direção do Hospital Militar de Área de Brasília, a general serviu por oito anos no Hospital Militar de Área do Recife, no Centro da capital pernambucana. "Eu entrei como militar temporária, que é uma outra forma de ingresso na Força, então entrei como militar temporária e ali eu me encontrei, eu gostei, tinha um propósito ali além de estar fazendo o meu trabalho, poder expandir isso", afirmou. Segundo a pernambucana, a trajetória até o generalato aconteceu de forma gradual, à medida que assumia novas funções e responsabilidades na carreira militar. "Primeiro [comecei] atendendo, fazendo a minha área, que é a pediatria. Depois você vai fazendo uns cursos de aperfeiçoamento, você acaba entrando um pouquinho na área de gestão, que a gente começa a fazer a gestão dos hospitais, muitas vezes trabalhando em regiões militares também, você já cuida de uma área maior, então é muito progressivo", disse. General Cláudia Lima Gusmão Cacho em entrevista ao Bom Dia Pernambuco Reprodução/TV Globo Cláudia Cacho também destacou as mudanças no Exército Brasileiro que permitiram que mulheres passassem a exercer cargos de chefia e realizar cursos específicos para alcançar postos mais altos, como o de general. "O Exército Brasileiro, ele vem se adaptando ao longo do tempo, ele evolui, são 378 anos de evolução, e desde esse tempo, quando as mulheres ingressaram na força, isso vem acontecendo de uma forma muito natural, então o momento de entrada ou hoje em dia, quase 30 anos depois, essa evolução foi naturalmente acontecendo. As mulheres, elas foram ocupando espaços que antes eram, realmente, ocupados por homens, e ocuparam demonstrando assim dedicação, competência, responsabilidade em ocupar esse espaço", disse. Na entrevista, a médica também falou sobre o sentimento de pertencimento à carreira militar e sobre a missão de servir à população por meio da profissão na área de saúde. "Quando a gente veste essa farda, a gente veste com orgulho de vestir a farda, então a gente vai conciliando as coisas. A profissão, cuidar de vidas, no caso dos profissionais da área de saúde, ou servir à pátria, estar junto, integrado, às entregas que o próprio Exército faz para a sociedade", contou. Disciplina e liderança Pernambucana se torna a primeira mulher general do Exército Brasileiro A general destaca que habilidades como disciplina, liderança e trabalho coletivo fazem parte da carreira militar, mas ressalta que essas características também são desenvolvidas ao longo da trajetória dentro do Exército (veja vídeo acima). "Eu gosto sempre de falar isso. É muito gradual. Acho que disciplina sempre foi muito de mim, sempre fez parte, eu sempre fui uma pessoa disciplinada, que gostava de estudar, gostava de estar ali com as pessoas, isso aí foi naturalmente. Na carreira, quando você começa, você vai pegando ali uma pequena chefia, às vezes uma chefia do teu setor, a chefia de uma clínica, então a tua liderança, a tua responsabilidade, ela vai aumentando à medida com a promoção", declarou. Ao longo da carreira, Cláudia também atuou em diferentes regiões do país, convivendo com realidades distintas dentro da estrutura militar. Segundo ela, trabalhar em locais com menos recursos reforçou ainda mais a importância do papel desempenhado pelos profissionais da saúde nas unidades militares. "Às vezes, você está em um local que tem mais recursos, outras vezes em um local que tem menos recursos, e, muitas vezes, nesses locais com menos recursos, você sente mais a importância de você estar ali, você ajudar. No meu caso, na área de saúde, então em todos os locais que você chega, sempre há uma necessidade. Então você consegue ali fazer o seu trabalho de uma forma bem vibrante", afirmou. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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